Como ser Diva comprando na Mercatto


A Mercatto é uma loja que eu devo confessar que admiro como empresa. Eles tem lojas pequenas em espaço físico e em quantidade de peças por coleção, e conseguem praticar preços que competem com gigantes do varejo como Renner, Leader e outras. Além disso, sempre investem em ter mulheres famosas fazendo suas campanhas (a bela da vez é a Paola Oliveira, mas como dá pra ver pela foto acima, já tiveram a Isis Valverde, a Ju Paes, etc). Graças a essa combinação, ela está presente em quase todos os bairros do Rio (de Ipanema ao subúrbio, além de outros estados do Brasil) e vende horrores para um público bem diversificado.


É claro que eles não tem uma qualidade muito boa, mas estamos falando de peças que é pra gente usar sem pena, e que podemos usar pra sair quando ainda estão mais novinhas e depois colocar para ficar em casa (que delícia ficar em casa com um vestidinho de viscolycra velhinho e bem macio...).


Mas pra não perder a dignidade, existem algumas regras básicas sobre como comprar nessa e em outras lojas populares do gênero. Porque ninguém precisa dar pinta de que está vestindo roupa barata néam? Pelo menos eu prefiro evitar.




  1. Nunca, jamais, em tempo algum, compre peças estampadas. Por que? Porque eles produzem uma quantidade inacreditável de cada modelo, o que fará com que um número grande demais de pessoas desfile por aí com uma estampa igual à sua. Além disso, estampas são muito marcantes, e todo mundo vai saber que aquela estampa é da loja popular. Vai dar muuuuita pinta.


  2. Observe se a roupa tem "cara de roupa barata". Porque roupa barata às vezes dá pinta de que é barata, e aí não adianta nada ter pago pouco por ela, porque ela vai parecer que custou menos ainda, e pior, vai te deixar com cara de mal vestida mesmo. As roupas de pano é que costumam ter esse aspecto, porque os problemas de costura e acabamento gritam, e o tecido geralmente é de poliéster, mas é legal prestar atenção no acabamento de TODAS as peças.


  3. Turbine a peça investindo em acessórios poderosos como belos colares, um sapato de boa qualidade, etc. É o bom e velho hi-low. Quanto mais distante do conceito popularesco de vestir a roupa, melhor.


  4. Ignore a vendedora que provavelmente vai te chamar de Nem e vasculhe a loja com calma. Eles se divulgam através de um tipo específico de roupas, mas vendem muitas outras coisas que ninguém dá muita atenção, porque fogem um pouco do próprio padrão deles. Eu tenho uma chemise de algodão da Mercatto que é elegantérrima, e quando comprei ela estava tão perdidinha no meio da multidão de vestidos estampados que acho que a vendedora nem sabia que aquela peça existia na coleção.


  5. Visite a loja num dia mais vazio e esqueça a falta de ambiente ou você vai se irritar. Deixe de lado seus preconceitos em prol de uma boa compra no quesito custo/benefício. Ah, e negue até a morte que a sua roupa é de loja baratenha. Ou então tire onda por estar tão linda com uma roupa de uma loja que ninguém imagina que pudesse vestir uma Diva como você.

Porque tem dias que tudo que a gente quer é poder chegar em casa com uma sacola de roupas novas.

2 comentários:

Silvia disse...

Nunca reparei nas vendedoras me chamando de "nem"!!! Hahahahahaha
Eu nunca nego a origem das minhas roupas... quando alguém elogia vou logo dizendo: menina vc nem imagina onde comprei, custou baratinho!!

Luciana disse...

Eu tb revelo logo de onde a roupa é, mas tenho uma vantagem, pois aqui em salvador não tem mercato, então posso comprar a vontade que não vou encontrar várias pessoas com a mesma roupa.