Esquentando os tamborins


Para muitas pessoas esse lugar é considerado a sucursal do inferno, mas para uma Diva de Baixa Renda como eu, ir ao SAARA fazer comprinhas faz meu coração bater mais forte de tanta emoção.


Hoje a missão era escolher os looks do Carnaval (apesar do jet leg pós Oscar, ai que vida dificil!) e eu fui super bem acompanhada por minha amiga Sophie B. , que escreve o hilariante blog Desastrelândia (cliquem no link e divirtam-se). Nem precisa dizer que eu pirei com tantas opções de fantasias, maquiagens e toda sorte de itens escandalosos que só o Carnaval é capaz de legitimar. A drag que mora em mim subiu no salto e eu comprei duas perucas maravilhosas (cada uma a R$10,00).


Também apostei na tendência neon e comprei três sombras fluor a módicos R$5,80 cada. A má notícia é que ela só fica realmente fluor se o olho for completamente coberto por lápis branco. Eu abri a verde para experimentar e apliquei com pincel úmido sobre a pálpebra com primer. O resultado foi um verde bem intenso, mas não neon. É uma variação bacana pra quem quer dar uma diminuída no escândalo da sombra.


Uma das melhores compras foi uma torre com 5 potinhos de glitter em gel por R$7,00. Todo mundo sabe que glitter em pó é uma coisa do capeta, porque o negócio não sai de você nem com reza forte, e basta um ventinho pra deixar a sua casa in-te-ra brilhando por meses. No caso do glitter em gel isso simplesmente não acontece, e a fixação é ótima. As cores da torre são básicas: vermelho, azul, prata, dourado e branco. Na torre com 10 (R$12,00) há ainda tons de rosa, roxo e outras que não me lembro agora.


As fantasias de patricinha (aquelas que já vem 100% prontas e custam cerca de R$180,00) não tem a menor graça na minha opinião, porque né, não tem nenhuma criatividade envolvida, e o objetivo é sempre ficar gatinha, sem pagar um pouco de mico. Tá, eu também quero ficar gatenha, mas Carnaval é pra ser um momento sem noção, então vamos quebrar as regras e exagerar ao máximo porque assim é muito mais divertido (e econômico, é claro).


Acho que gastei com 4 fantasias diferentes para todos os dias de carnaval menos do que custaria uma fantasia pronta de Mulher-Maravilha. É por isso que nessas horas eu penso: Mulher-Maravilha sou eu, que sou feliz indo ao SAARA e ainda recebo elogios ao meu esmalte 3D no metrô voltando pra casa.

Olha o sacoléeeeeee!!!!


Vamos combinar que o verão esse ano tá passando dos limites? Pois é. E nós, como pobres mortais que precisamos deixar nossos hiates em Angra para trabalhar durante a semana, sofremos com o calor tentando manter a dignidade.
Pois hoje eu vou falar de uma coisa que eu a-do-ro e é perfeita para dar uma refrescada durante os dias escaldantes. O nosso bom e velho sacolé. O sacolé é praticamente uma instituição no Brasil, e eles tem o poder de se materializarem quando menos esperamos (e mais precisamos). Por exemplo, outro dia eu estava fazendo compras no Info Centro e apareceu um homem segurando um saco preto muito suspeito. Aos poucos fui observando todos os logistas com a boca no saquinho. Foi quando descobri que se tratava de um vendedor de sacolé, dos melhores que já provei por sinal, e o preço era suuuper convidativo: R$1,50. Tomei um delicioso de mousse de maracujá, em meio a packs de DVD e cartuchos de impressora. Coisa de Diva.

Mas o que eu quero mesmo é falar do sacolé caseiro, que eu sempre faço aqui em casa e é uma diliça. Melhor ainda se for na versão light, porque aí nem rola culpa ne? Meus conteúdos preferidos são os sucos de caixa (Del Valle, etc) em versão normal ou light, mas os concentrados tipo Maguari, que viram refresco, também funcionam. Se quiser fazer um esquema de mousse, é só colocar um pouco de leite condensado no suco e tá pronta a sobremesa do verão.

Os saquinhos e o funil você encontra em lojas de descartáveis espalhadas por aí. Mate e água-de-côco não ficam tão legais porque o doce vai embora rapidinho e você fica chupando gelo. Mas pra quem curte até refrigerante fica legal.
#Se Beyoncé conhecesse ela também faria em casa.

BA - lugares Shuffle que você precisa ir

Esse é o último post da série sobre Buenos Aires (por enquanto). espero que tenham apreciado as dicas, e quem se interessar mais especificamente por algum detalhe pode me perguntar. Alguns locais, de tão nada a ver com os demais, se tornam impossíveis de classificar. Então o melhor a fazer é colocá-los juntos numa lista de locais sem nada em comum, mas que você precisa conhecer. Vamos a eles:



  • Zoológico de Buenos Aires - é o segundo Zoo mais visitado do Mundo! Só perde para o de San Diego, CA. A popularidade tem explicação. Apesar de não ser muito grande, ele abriga espécies bem interessantes das mais vairadas partes do planeta. É emocionante ver a tartaruga de Galápagos e o leão branco (a leoa estava amamentando no exato momento em que estava lá! lindo!). Mas uma atração à parte no Zoo é o fato de poder alimentar os animais com ração à venda no parque. Você compra um saquinho por 8 pesos e pode dar comida na boca dos veados, cotias, zebras, etc. Eu quase tive um ataque de tanta emoção quando fiz amizade com uma llama despenteada que veio comer na minha mão. Foi sem dúvida um dos pontos altos da viagem. Absolutamente imperdível para quem gosta de bicho. O passe completo custa 22 pesos, e o que não dá direito às atrações especiais (floresta tropical, aquário e répteis) custa 15 pesos.



  • Cafe Ideal - muito se fala sobre o Café Tortoni, mas poucos sabem que no Ideal (entre a Calle Corrientes e Suipacha), além da atmosfera antiga também é possível dançar ao som de uma orquestra de tango ao vivo. A decoração do lugar permanece inalterada desde a sua inauguração, em 1912, quando os cifões hoje vendidos como antiguidade na Feira de San Telmo eram consumidos avidamente por homens e mulheres que não podiam sentar-se juntos na mesma mesa. O tango-cena-show acontece a partir das 21:30 e custa 30 pesos por pessoa. Uma volta no tempo.


  • Cemitério da Recoleta - Sim, é estranho que um cemitério seja programa turístico, mas esse famoso cemitério de Buenos Aires abriga apenas mausoleus extremamente luxuosos, tornando sua decoração um passeio por algumas das mais belas esculturas da cidade. É lá que está enterrada Evita Perón, mas isso é o que menos importa (o túmulo é um tanto decepcionante). Procure pela escultura da menina com o cachorro e brinque de encontrar o túmulo de quem dá nome à rua onde você está hospedado (ou alguma rua marcante de BA que tenha chamado sua atenção).

  • Parilla de rua - no final da rua que segue em direção à reserva entre os decks 2 e 3 de Puerto Madero fica uma barraca de churrasquinho que está sempre lotada. Eles vendem sanduíches de carne, hamburguer ou choripan, que é uma linguiça típica de lá servida no pão francês (melhor não dizer como é feita). O choripan é a melhor pedida, mas nada de ficar com nojinho da precariedade, porque simples é eufemismo para discrever o lugar rs. Ah, e a cerveja é Brahma. Mais Brasil feelings impossível, e no entanto foi o único lugar durante a viagem toda onde não ouvi uma só palavra em português. Perfeito para quem busca se misturar aos habitantes locais.


  • El Preferido - Um dos restaurantes mais antigos de Palermo Soho, El Preferido serve aquela comida básica perfeita que você estava sonhando em comer mas nem sabia. Quase em frente à casa de Borges, dizem que inspirou um de seus contos. Os preços são pra lá de convidativos, e o vinho da casa é ótimo. Todos os pratos servem duas pessoas. Ah, e quase em frente fica o melhor sorvete de BA, recomentado em outro post.


  • Barraca de Cifões Sifonazo - dentre as dezenas de barracas que vendem cifões na feira de San Telmo aos domingos, essa tem os mais bonitos e com melhor preço. Mas mesmo que você não esteja interessado nas garrafas, dê uma passadinha para conversar com o dono, que trabalha na feira há mais de 20 anos e é de uma simpatia ímpar.


  • Sombreria La Fundamental - a chapelaria mais legal de BA pertence a um senhor de bigodes chamado Cláudio. Ele entende muito de chapéus e vai te indicar algo que ficará perfeito para o seu tipo físico e estilo pessoal. Lá é possível também encontrar Chapéus Panamá legítimos (made in Equador) e uma ótima conversa com o dono está incluída no preço das peças.


  • Onibus decorados com luz negra - bem, não é exatamente um lugar, mas cerca de 160. O difícil é indicar onde encontrar os ônibus especiais decorados como se fossem uma boate sobre rodas. Eles pertecem a uma espécie de confraria, chamada Amigos del Bonde, e "competem" para ver quem tem o ônibus mais trabalhado no glamour. Eu tive a sorte de conseguir andar em um deles(meu querido 152), e acredite, vale pega-los mesmo que você não saiba para onde estão indo, já que passear neles é um programa e tanto.




  • Parque Lezama - saque aqueles parques de bairro onde os moradores da cidade levam seus cachorros e crianças para brincarem ao ar livre nos fins de semana? O Parque Lezama é um desses. Apesar de meio mal frequentado à noite e nos dias de semana, vale a pena dar uma passadinha num domingo de sol para se misturar aos locais tomando uma cepita de maça e vendo a vida passar diante do coreto. O Lezama fica na divisa entre os bairros da Boca e de San Telmo.



  • Patio Bullrich - Agora, se a ideia é se sentir 100% Diva, esse pequeno shopping é parada obrigatória. Fica no bairro da Recoleta, um dos mais chiques de BA, e tem diversas grifes nacionais e internacionais top de linha. Mesmo que você não compre nada é sempre agradável ficar perto de gente phyna né?
    1. How about orange?



      Coisinhas feitas à mão costumam ter um significado todo especial né? A gente já fica imaginando alguém com a mão na massa (ou na linha, agulha, madeira, etc) confeccionando aquele ítem único que veio parar nas nossas mãos.

      Além disso, quem leva jeito para trabalhos manuais ainda se dá bem pelo fato de poder comprar a matéria-prima mais barata e agregar o valor dos objetos com o que há de mais precioso: o tempo e a dedicação para fazer aqueles objetos.

      É por isso que eu tenho que dividir com vocês uma recente descoberta. O blog How About Orange. Ele ensina coisas super fofas e fáceis de fazer para quem quer se aventurar pelo mundo dos tecidos e papéis. As ideias são incríveis e ajudam a renovar a decoração de qualquer cantinho, ou mesmo a ter inspiração para um presentinho diferente.


      Fora que passear pelo Saara ou pela 25 de março atrás de tecidos e aviamentos bacanas é certeza de diversão garantida, ainda mais se você estiver com aquela super amiga mega divertida.
      O site é em inglês, mas tem um monte de fotos que explicam com detalhes cada etapa do processo. É só aproveitar.

      A Lua vem da Ásia


      Eu amo teatro, não é segredo pra ninguém, e mesmo sendo uma dica sempre meio local, as peças bacanas sempre podem excurcionar pelo Brasil e contemplar todas as leitoras que eu tenho de norte a sul (um dia eu chego lá).


      A dica de hoje é sobre uma peça que assisti no CCBB por inacreditáveis R$5,00. Para quem vive dando desculpa de que teatro bom é caro, essa peça é a prova em contrário. A Lua vem da Ásia, peça em questão, é um monólogo encenado por Chico Diaz. Seu único defeito é ser demasiado longa (quase duas horas) e às vezes cansativa, mas o texto consegue ser engraçado e denso, fazer pensar, fazer pirar, fazer achar que tem mais gente que pensa loucuras além da gente e tudo mais.


      Ao longo da peça vamos nos deleitando com incríveis formas de usar videografismos, com uma bela luz e com recursos cênicos tão simples quanto eficientes. Mas é na direção precisa e na magistral interpretação de Chico Diaz que está o encanto da montagem. Durante todo o tempo o que se vê é uma aula de interpretação para teatro, uma capacidade de dizer o texto com tal naturalidade (ou melhor, facilidade, já que naturalidade não é exatamente a tônica do teatro) que nem parece que teve que ser decorado e repassado diversas vezes até chegar no ponto. Diaz está seguro de seu personagem, e passeia pelas inúmeras variantes de sua personalidade como quem sempre viveu com ele dentro de si.


      A Lua Vem da Ásia é uma peça para quem realmente gosta de teatro na veia rs, e não para quem simplesmente o frequenta de tempos em tempos. Não sei se me fiz entender, mas acho que já deu pra sacar que não é nada tipo Cócegas hehe.
      De qualquer forma recomendo muito. Aqui no Rio ela fica em cartaz até o final de fevereiro. E quem for assistir, pode aproveitar e conferir a exposição do badaladinho Escher, que também tá valendo super a pena, especialmente pra quem curte arte lúdica e efeitos especiais da era pré-computador.

      Dicas sobre blush

      Olha que legais essas dicas sobre blush que eu achei no blog do GNT. Corre lá pra dar uma olhada! Eu, como fã ardorosa de blushes, acabo até dando uma exagerada de vez em quando hehe, mas como o autor da matéria diz no final, o importante é se sentir bonita com a quantidade e a tonalidade que você achar que deve usar.

      Ser Diva é se importar com o próximo


      Para quem está querendo fazer algo pelas vítimas da tragédia na região serrana mas não tem tempo ou possibilidade de levar algo aos postos de coleta, o Peixe Urbano está oferecendo a possibilidade de doar através do site. É o movimento Peixe do Bem, que junto à entidade Move Rio, está oferecendo a possibilidade de ofertar cotas de R$10,00 sem limite de valor máximo e sem desconto pelo uso do cartão de crédito.

      Acho uma forma muito boa de contribuir, uma vez que nesse momento, mais do que de donativos, o que é mais urgente é logística de distribuição e transporte de tudo que já foi arrecadado, coisas que só as doações em $ e o voluntariado podem ajudar a promover.